terça-feira, 25 de novembro de 2014

Entrevista dada para uma jornalista sobre: Como é o Processo Psicológico de acompanhamento à Transexuais

Diversos estudos comprovam que em 20 sessões, já é possível ao psicólogo ter um perfil completo do paciente transexual, que permita a ele subsídios e dados para confirmar que aquele é um(a) paciente adequado(a) para realizar a cirurgia.

O atendimento compreende três etapas:

1ª Anamnese minuciosa de todos os aspectos da vida do paciente. (Identificação/ Queixa Principal/ Histórico de alguma patologia atual/ História Pessoal/ Historia Familiar e Histórico Patológico Pregresso). Nessa etapa, conseguimos identificar todo e qualquer problema patológico e de relacionamento social/familiar que o paciente esteja vivenciando ou tenha vivenciado.

 Assim como é possível identificar algum tipo de traço de dissociação de personalidade (como esquizofrenia, por exemplo) que faça o paciente acreditar que pertence ao sexo oposto ao seu, mas que não se enquadra na realidade de disforia de gênero (ou transtorno de identidade de gênero) apresentada pelo transexual. 

2ª Aplicação de testes psicológicos específicos. Nessa etapa, conseguimos confirmar se há ou não traços de dissociação de personalidade no paciente.

3ª Psicoterapia. Essa última etapa é que permite ao psicólogo expor a situação real para o paciente. Se ele realmente for adequado para a cirurgia haverá toda uma conversa sobre como é a cirurgia, como é o pós-operatório, como é de suma importância que após a cirurgia o paciente volte a fazer terapia, pelo menos por um mês, para que ele se acostume psicologicamente a toda a mudança, etc.

 Já no caso dos pacientes inadequados, é esse o momento no qual o psicólogo explicará ao paciente que ele não se encaixa no perfil para cirurgia, expondo os motivos e a não liberação do laudo.

Todo esse processo deve ter uma duração mínima de 20 sessões, mas obviamente, pode ter o número de sessões necessárias para que o psicólogo possa formular, com confiança e convicção, o laudo de liberação para a cirurgia.

Como o processo psicoterápico é muito complexo, dificilmente um paciente inadequado (ou seja, aquele que pode vir a apresentar arrependimento após a operação) seja liberado para operar. Com isso, a taxa de arrependimento pós-cirurgias de transgenitalização e adequação sexual são muito baixas.



Psicóloga - Dra. Marjorie Martins - SP
Formada pela Universidade Federal de São Carlos/ Universidade Federal de São Paulo, atua no acompanhamento psicológico LGBT, em especial, de pessoas transexuais. 
Atende em São Paulo e Indaiatuba.
Atendimento presencial e on-line (www.marjoriemartins.com.br)
Contato: marjorie.martins13@gmail.com

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Qual é a diferença entre Transexuais e Travestis?

De uns tempos pra cá, o termo GLS, passou a ser uma sigla de reinvindicação – GLBT ou GLTTB ou GLT2. A novidade em todas elas é o T, que acabou na prática juntando duas coisas totalmente diferentes e confundindo ainda mais a cabeça das pessoas. Essa palavra é Transgêneros.

A palavra Transgêneros surgiu para englobar Transexuais e Travestis. Mas, infelizmente, prestou um desserviço. Porque muitos que não tem contato com o meio gay (e muitos que tem!) acabam achando que os dois são a mesma coisa – e não são.

Gênero é o sexo biológico = Homem e Mulher.
Orientação Sexual tem a ver com desejo, com atração. São três: Homossexual, Heterossexual e Bissexual.

Papel Sexual tem a ver com comportamento se a pessoa se comporta de maneira mais masculina ou mais feminina. O Papel Sexual não tem NADA a ver a com Orientação Sexual – por exemplo, um homem que se veste de mulher ou uma mulher que dirige um caminhão não são, necessariamente, homossexuais. Papéis sexuais são grande fonte de discriminação, uma vez que é exatamente como a sociedade percebe você. E, se esse papel não está em acordo com o que se espera do seu Gênero, o povo se escandaliza.

No fim, o mais complicado é a Identidade Sexual, que é responsável pelos travestis e transexuais, ainda que de forma diferente.

Identidade Sexual é COMO VOCÊ SE PERCEBE.

Ou seja, como você se vê? Sendo Homem ou Mulher? A única diferença entre um menino gay e um hetero é sua orientação sexual. E o mesmo vale pras meninas hetero e lésbicas e entre todos estes e os bissexuais. Ou seja, uma menina adolescente típica, ela é heterossexual, se vê como mulher, sente atração pelo sexo oposto e se veste como mulher.

No caso das transexuais, porém, a identidade sexual não está de acordo com o seu sexo biológico. Independente do gênero (podem nascer homens ou mulheres), papel (tem os mais masculinos até os bem efeminados) e orientação (existem transexuais hetero e transexuais homo), o que define o transexual é que seu corpo é de um sexo, mas seu cérebro é de outro. São mulheres presas num corpo de homem, ou vice versa.

Por isso, é extremamente comum que transexuais tenham repulsa ao seu corpo. Simplesmente não é o corpo delas. Elas não se identificam com NADA ali. Tudo o que querem é mudar tudo, simplesmente TUDO! Nesse caso, se uma pessoa procura ou anseia por uma operação de mudança de sexo: Trata-se de um transexual.

Já com os travestis, a coisa é um pouco diferente, pois os travestis não tem uma identidade só, masculina ou feminina. Eles têm as duas. Eles se sentem homem e mulher, os dois conceitos se misturando, ora eles se sentem mais femininos, ora mais masculinos, mas ambos estão sempre presentes e eles não têm o desejo de anular nenhum dos dois lados. Eles são homem e mulher ao mesmo tempo. O que eles querem é ter seios e pênis, só assim eles se sentem completos.
Com isso, percebemos o quanto é complicado definir orientação sexual quando falamos de transgêneros. Uma transexual que gosta de mulheres, se encaixa onde? Afinal, ela nasceu homem, mas sua identidade é feminina, então cabe mais dizer que ela é lésbica. Assim como, as transexuais que gostam de homens, não são homossexuais, são heterossexuais.

Já em relação a travestis, essa definição de hetero e homossexual perde totalmente o sentido. O que podemos dizer é que existem travestis que gostam de homem, travestis que gostam de mulheres e os que gostam dos dois. Mas eles não se encaixam nessas definições de orientação sexual existentes.


fonte e-jovem

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Como é a cirurgia de transgenitalização

Antes de mais nada é importante deixar claro, que no Brasil a idade mínima para se realizar esse tipo de cirurgia é de 21 anos. É necessário acompanhamento Psicológico antes e depois da cirurgia, assim como acompanhamento Psiquiátrico.

Agora vamos entender um pouco a técnica mais utilizada nesse tipo de cirurgia?

HOMEM PARA MULHER

Nessa cirurgia o pênis é desmontado e utilizam-se as mesmas partes para construir o canal vaginal, clitóris e lábios vaginais.

1. Intervenção
Com anestesia geral, o paciente recebe uma incisão que contorna todo o saco escrotal e o pênis - cuidando para não atingir o aparelho urinário, que será adaptado para que o paciente possa urinar sentado. No final, o corte vai se transformar em uma vagina com profundidade de 12 a 15 cm.

2. Vazio
Os testículos são retirados, para evitar a produção de hormônios masculinos. O tecido cavernoso do pênis também sai, restando apenas a glande, presa por um fiapo de tecido nervoso, antes responsável pela ereção.

3. Cavidade
A pele do pênis cobre o canal vaginal, dando sensibilidade à região, e a glande vira uma espécie de clitóris. Assim, a nova mulher pode até chegar ao orgasmo. Prepúcio e escroto formam os lábios vaginais. Para que o buraco não feche, é preciso usar com frequência um alargadora - ou praticar muito sexo com penetração. "Vinte minutos diários é o mais aconselhável", diz Preecha Tiewtranon, tailandês considerado o papa da troca de sexo.


MULHER PARA HOMEM

Bem mais raro que o processo anterior, este se baseia no aumento do clitóris por causa de hormônios masculinos.

1. Testosterona
A paciente tem de tomar diariamente 200 mg de testosterona. Os resultados são: fim da menstruação, voz mais grave, mais massa muscular, às vezes calvície, mais pelos e o desenvolvimento do clitóris - que tem a mesma origem embrionária do pênis (só que um cresce e o outro não).

2. Crescimento
Quando o clitóris alcança 6 cm, o órgão é "despregado" do púbis para que possa ter autonomia de movimento. A uretra é aumentada com tecido extraído da antiga vagina. "O paciente sai daqui urinando em pé", diz a responsável pelo ambulatório de transexuais do Hospital das Clínicas de São Paulo, Elaine Costa.

3. Psicologia
Os testículos são formados com o tecido dos grandes lábios vaginais, que passarão a envolver duas próteses esféricas de silicone. Fica bem parecido. Quanto ao neopênis, o resultado é mais psicológico: além de minúsculo, quase não serve para penetração.

Fonte: http://super.abril.com.br/ciencia/como-se-faz-cirurgia-mudanca-sexo-619086.shtml

quinta-feira, 27 de março de 2014

Brasileiro que participou do Big Brother Inglês, se prostitui para pagar a cirurgia de transgenitalização

Rodrigo Lopes, hoje conhecido como Rebeca, participou do BB Inglês em 2009, e comentou essa semana em seu Blog que esta muito feliz com a prótese mamaria que colocou em 2013.


Rodrigo Lopes (Foto: Twitter/Reprodução)


Infelizmente, como e' o caso de inúmeros transexuais em nosso pais, Rebeca contou ao site americano "The Hunffington Post" que optou por se prostituir, para poder arrecadar o dinheiro necessário para fazer a cirurgia de transgenitalização.

Rebeca ao falar de sua situação, explica que sempre que vai procurar um novo emprego, os empregadores ao verem seus documentos (ainda com o nome de Rodrigo), agradecem a presença, dizem que entrarão em contato, mas nunca o fazem. Rebeca tem graduação em produção de TV.

Rodrigo Lopes (Foto: Twitter/Reprodução)

Aos 23 anos, o sonho de Rebeca e' fazer a cirurgia com o dinheiro que esta ganhando com a prostituição, ela também relatou que pretende casar e ter filhos.

Fonte: http://ego.globo.com/famosos/noticia/2014/03/brasileiro-que-participou-do-big-brother-vira-mulher-e-se-prostitui.html

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS SÃO FATAIS PARA TRANSGÊNEROS

Trecho de um texto retirado do blog: blogueirasfeministas.com
Texto de Brynn Tannehill. Tradução de Roberto Maxwell.
Publicado originalmente com o título: ‘The Fatal Transgender Double Standard’ no site Huffington Post em 10/01/2014. A tradução foi publicada em 12/01/2014 no perfil do Facebook de Roberto Maxwell.
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Recentemente, a jornalista norte-americana Katie Couric entrevistou a modelo transgênero Carmen Carrera e a estrela do seriado ‘Orange is the New Black’, Laverne Cox. Por alguma razão, Couric decidiu, de repente, questionar Carrera sobre suas “partes íntimas” serem “diferentes agora” e se ela já tinha feito a cirurgia. Carmen silenciou Couric imediatamente e a lembrou que essa é uma questão privada e muito pessoal. No bloco seguinte, com Laverne, Couric foi direta e perguntou a ela sobre a questão da genitália.
A resposta de Laverne foi impecável.
“A preocupação com a transição, com a cirurgia objetifica as pessoas trans e, assim, nós não chegamos a lidar de verdade com as experiências de vida reais. A realidade das vidas das pessoas trans é que nós somos, com frequência, alvos de violência. Nós sentimos a discriminação de forma desproporcional em comparação ao restante da comunidade [LGBT]… Dando destaque aos nossos corpos, nós não nos concentramos na realidade vivida dessa opressão e dessa discriminação.”
Atriz Laverne Cox que faz o papel de Sophia Burset no seriado 'Orange Is The New Black'. Foto: divulgação.
Atriz Laverne Cox que faz o papel de Sophia Burset no seriado ‘Orange Is The New Black’. Foto: divulgação.
Outros comentaristas ressaltaram que os corpos das pessoas transgênero são, de algum modo, domínio público. Embora Laverne tenha feito alusão a isso, acredita-se que não somente nossos corpos são de domínio público como o são, também, as nossas histórias. Os resultados deste pensamento irreal são terríveis.
Na Austrália, a polícia prendeu um homem. Durante o tempo de prisão, um policial informou a ele (ilegalmente) que sua namorada era uma transexual operada. Depois de solto, o homem voltou para casa e encontrou a namorada dormindo. Ele a acordou com golpes violentos usando um cinzeiro de vidro, até que este arrancou os lábios dela. Depois que ela perdeu a consciência, ele a jogou varanda abaixo, de uma altura de dois andares.
O policial que vazou a informação foi punido com serviços comunitários.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Delegado de Goiânia muda de sexo e deve assumir a Delegacia da Mulher

Na região de Goiânia, Thiago de Castro Teixeira, atual ex-delegado de Trindade, foi submetido a cirurgia para mudança de sexo, e alterou seu registro civil para Laura (com autorização da Justiça).



A instituição não fará depoimento algum sobre o assunto, pois se trata de uma questão pessoal da atual delegada Laura, e tal questão não interfere em nada na administração da delegacia. Atualmente a delegada está de licença para recuperação da cirurgia e ao retornar será realocada em outra delegacia, existindo a possibilidade dela assumir a Delegacia da Mulher de Goiânia. Mas tal informação ainda não foi confirmada pela direção da Policia Civil.



Assim como em todos os casos de mudança de sexo, a delegada mesmo tendo mudado todos seus documentos continuará podendo atuar normalmente em seu cargo na policia.

A advogada Cíntia Barcelos, presidente da Comissão  de Direito Homoafetivo da OAB-GO, afirma que o comportamento da sociedade em relação aos transexuais deve mudar, acredita que o caso da delegada possa servir como exemplo para outros transexuais que tenham vontade de passar por toda a mudança e muitas vezes o deixam de fazer por convenção social.






Texto original: http://cbn.globoradio.globo.com/editorias/pais/2014/01/23/DELEGADO-DE-GOIANIA-MUDA-DE-SEXO-E-DEVE-ASSUMIR-A-DELEGACIA-DA-MULHER.htm
Por Rafael Mesquita - CBN Goiânia

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Argentina - primeiro homem transexual a dar à luz


Alexis Taborda nasceu mulher e decidiu assumir a identidade masculina já na idade adulta. Sua esposa Karen, nasceu homem e assumiu identidade de mulher. O Casal transexual oficializou a união quando Alexis já estava gravido de 36 semanas.

É importante ressaltar que mesmo com as mudanças de gênero, ambos mantiveram seus aparelhos reprodutores originais e foi isso que permitiu que Alexis gerasse um bebê em seu útero, dando origem a Gênesis Evangelina.

Gênesis nasceu dia 18/12 na Argentina, o parto foi cesariana, pesando 4 quilos e totalmente saudável.

Alexis foi o primeiro homem transexual a engravidar e dar a luz na Argentina. Na época de seu casamento admitiu se sentir estranho com a gravidez, dizendo sentir que havia algo de estranho dentro de seu corpo.

Já Karen destacou que estava totalmente realizada, pois "é o sonho de toda mulher transexual casar de branco e ter uma festa celebrada com amor."

A Argentina foi o primeiro país da América Latina a criar, em 2010, uma legislação que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E em 2012 aprovaram a lei que permite que transexuais e travestis pudessem ter um documento de identidade com o sexo escolhido, essa lei foi nomeada como Lei de Identidade de Gênero.

Fonte:
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2013/12/19/transexual-homem-da-a-luz-a-uma-menina-na-argentina.htm